Conto da sexta – FINAL

15 Maio 2008 por analudwig

Partiu ao tudo-ou-nada: entrançou os dedos das mãos atrás da cabeça, como quem se estende ao sol, ergueu o tronco tornando os seios bem proeminentes, deu um passo e pouco para a frente procurando projetar seu peso todo contra a amiga (pesava uns seis ou sete quilos mais que a Lilica). Atingiu a amiga uns três dedos acima de onde adivinhava eram os bicos da outra. Colocando um pé uns dez dedos na frente para maior apoio afastou-se e se projetou de novo para frente para golpear de novo. Lilica reagia afastando-se e se projetando para a frente também, procurando regular o seu ritmo com o da adversária. Os seios das duas agora se chocavam francamente, com apenas os tecidos das roupas de dormir e dos sutiãs a dar um nadinha de proteção.

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Tetê de olhos fechados sentia a dor como um flash de luz num quarto escuro. Resolveu não ligar para a dor, se deixar levar sem pensar no assunto como quem se deixa levar por um carrinho de uma montanha russa da qual não está gostando, esperando que venha quase de surpresa o final. As outras meninas riam, as duas lutadoras também. Tetê torcia para que ninguém percebesse que debaixo de suas risadas e do seu “Geeeeente, que lllooooucuraraa!” ela ocultava uns gemidinhos que estava a sentir dorzinha suficiente para dar. E foram os gemidos que fizeram a diferença: Tuquinha soltou um Ráiaiaaiiiiiiii e emendou com uma gargalhada mas Tetê farejou: a amiguinha também estava sofrendo seu pedaço. Não era invencível.

 

Mesmo assim Tetê só começou a acreditar quando um par de momentos depois resolveu não golpear e voltar rápido como estava a fazer, mas empurrou a outra com os seios. Sentiu que Lilica cedeu uns dois dedos, como se os músculos que faziam a junção entre suas coxas e corpo não tivessem mais a mesma força que dois minutos antes. Experimentou ainda sem acreditar. Abriu os braços e empurrou de novo. Para sua surpresa a adversária se deixou levar como cachorrinho com dois dias de nascido.

 

Empurrou-a, Lilica dando passos para trás, até que se surpreendeu ao ver surgir o papel azul da parede, atrás da outra. Não pensou: conduziu a adversária ate lá, sentiu-a apoiar as costas na parede, pressionou-a transformando Lilica em recheio de sanduíche.

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Lilica tentando rir olhou para Soraia, esta disse: Prensa contra a parede vale, desde que só peito-com-peito se toque e ninguém pegue na parede. Tetê para evitar problemas com a “juíza” desencostou a barriga da barriga da outra, mantendo apenas os seios em contato com o corpo da outra. Temia que Lilica tentasse escapar de lado. As duas jovens estavam agora muito juntas, Tetê podendo distinguir não só o creme dental mas até o perfuminho que a outra colocara atrás do pescoço. Os olhares de Lilica e Tetê se cruzaram. Esta não viu brincadeira na amiga, sentiu carinha preocupadinha como se só agora Lilica se conscientizasse da situação difícil na qual se encontrava.

 

Como confirmando isso Tetê sentiu Lilica projetar o seio esquerdo para a frente, concentrando sua energia num ataque ao seio direito da adversária. Tetê sentiu o clarão da dorzinha, a cabeça quis baquear, cedeu meia dúzia de centímetros mas não cedeu mais, Lilica avermelhando o rosto projetando o que podia o busto para a frente. Ficaram nesse impasse até que os músculos de Lilica cederam, e Tetê calmamente empurrou a amiga de volta para seu calvário na parede. Sentiu Lilica bufar um par de vezes no seu ombro, respiração alta, e juntar toda sua força no outro seio, tentando a mesma coisa. Os resultados foram ainda piores, dessa vez agüentou menos da metade do tempo e foi empurrada de volta. Tetê não podia acreditar, pela primeira vez acreditou que ganhava. E mal acreditou quando se ouviu dizer:

 

- Se rende?

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A resposta foram dois seios de moça avançados com fúria para a frente, pressionando os seus. Tetê surpreendida deu dois passos para trás, sua adversária conseguiu sair da parede. Mas Tetê fincou pé. Dali não tinha saída, naquele ponto ou ganhava ou perdia. Tetê fechou os olhos e procurou se distrair contando os sucessivos clarões de dor e para se animar decidiu que contaria até dez, e se até dez aquilo continuasse, ela cedia de volta ao ringue e se declarava perdedora, não tinha jeito. Mas antes que chegasse ao três os músculos dos ombros e espáduas de Lilica relaxaram.

 

Tetê conduziu a adversária a seu já conhecido cantinho na parede e Lilica se deixou levar com mais facilidade ainda. Pressionou como antes mas sentiu a outra relaxada, entregue.

 

- Se rende?

 

Lilica evitou o olhar de Tetê, olhando para o chão: – Me rendo, falou com voz de ratinho.

 

- Mais alto! – Tetê quando pensou já tinha dito.

 

- ME REENDOO! – gritou Lilica, fazendo Lenita botar as mãos na cabeça, “Gente, olha

meus tios!”

 

As duas lutadoras votaram à cama enquanto as garotas já escolhiam as próximas a medirem forças. Para Tetê aqueles seis passos entre a parede e a cama lhe pareceram os mais maravilhosos da vida, uma campeã olímpica! Sentia Lilica ao lado dela rindo escarlate, verde e principalmente amarelo para as outras. Jogaram-se na camona de barriga para cima, uma ao lado da outra. Tetê pensou e quase falou: “Como é bom vencer!” e só naquele momento lembrou que mesmo vencida a jovem Lilica deixara lembranças no corpo dela: duas dorzinhas bem intensas, uma em cada seio. Sem pensar e quase ao mesmo tempo as duas suspenderam a camisola e o pijama, botaram os sutiãs para cima e cada uma sem pensar em nada ou ninguém começou a massagear os próprios seios para aliviar a dor.

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As outras deram cotoveladinhas uma na outra chamando atenção para a cena. Soraia abanou a mão:

 

- Faz parte, é briga. Agora, quem quer apanhar de mim?

Episódio da Quinta

15 Maio 2008 por analudwig

- Vamos brigar de pé?

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Em segundos as duas tinham se livrado do “ringue” de travesseiros e os pés nus se apoiavam no tapete felpudão. Tetê por meio segundo deu boa olhada nos seios da outra: uns dois dedos maiores que os seus, calculou, e por um segundo em sua cabecinha passou que essa brincadeirinha poderia doer. Mais não pensou pois Lilica enfiou as mãos no vão entre a blusa e calça do seu pijaminha, segurou-a firme dos dois lados quase a machucar, e deu um golpe seco fazendo Tetê sentir os cabelos da amiga a quase entrar no seu nariz, o cheiro de Kolynos da boca da outra a cinco dedos de distância, e principalmente o impacto da ponta dos seios da outra mulher nos próprios seios. Sentiu um choque de meio segundo, seguido de um torpor formiguento, desagradável. Pela primeira vez Tetê sentiu dor.

 

Ficou em dúvida se ria, ou se ria e reclamava, mas Lilica não lhe deu tempo de pensar. Afundando mais os dedos em sua cintura, afastou-a e a aproximou de novo, e de novo. Tetê rompeu o clinche e fez o que queria, pegou nos próprios seios e riu meio-careta para disfarçar a dor. Dói, Lilica!

 

- Deixa de ser mole! – gritou Soraia. As outras fizeram corinho: Con-ti-nu-a, Con-ti-nu-a!

 

As duas estavam de clinche rompido, Tetê até meio voltada rindo para as outras, quando Lilica a pega no ombro, se aproxima, Tetê pensa que a amiga quer lhe dar um abraço e acabar com aquilo, mas Lilica com cuidado enfia as mãos de novo sob o pijama da amiga, segurando um pouco mais acima nas costelas, e dando-lhe um puxão contra si procura com os próprios seios os de Tetê. Afastou a outra uns três dedos e projetando o pescoço para frente golpeou de novo, e mais uma vez. Tetê se surpreendeu a perceber que Lilica queria ganhar. Brincadeira, brincadeira, risos, risos, tudo bem, mas a Lilica queria ganhar dela. E pensou: ela não estava a fim de perder para a Lilica. Ela também queria ganhar.

Conto da quarta

13 Maio 2008 por analudwig

E veio a primeira, O primeiro duelo foi entre Lilica e Tetê. Lilica a típica loirinha-de-peitão, dois dedinhos caídos, e Tetê a brasileiissima com seus escurinhos de bico pequeno. As outras quatro já com queixos doídos de tanto rir arrastaram as duas aspas lutadoras aspas para o centro do ringue, varreram com as mãos as pipocas que enchiam a cama, e as fizeram ficar cara a cara como boxeadores na TV. Soraia foi a juíza, repetiu a regra: era peito contra peito, com a vencedora sendo mais mulher que aquela que desistisse.

 

As restantes contaram três-dois-um enquanto os cabelos longos de anúncio-de-TV de Tetê e a cinturinha perfeita de violão de Lilica morriam de vergonha uma da outra e evitavam cruzar os olhares. Dois-um e não aconteceu nada, as duas ficaram com vergonha de se aproximarem e foi preciso um par de empurrões de cada lado para que as lutadoras ficassem, como disse a juíza e narradora Soraia, “à distância de golpe.” Foi só quando Tetê percebeu o próprio seio a dois centímetros do seio da rival, que respirou e concluiu que já que estavam ali era para aquilo mesmo, com as duas mãos segurou nas costelas de Lilica, e com um puxão súbito as trouxe para si. Os dois seios de cada uma das duas se encostaram. Foi o primeiro “golpe” do campeonatinho.

 

Mas o resto foi decepção. Como as duas jovens estavam de joelhos, elas só tinham impulso para agarrar uma nas costas na outra e puxá-la para si, os seios mais a se acariciar que a se golpear. Tetê cada vez menos envergonhada e temendo cansar daquele esfregadinho teve a idéia:

 

(continua)

Semana da briguinha-de-peito – conto da terça (I)

12 Maio 2008 por analudwig

Assunto proibido e talvez minoritário, mas não para quem já passou por. Duas garotas de quinze anos levantando as blusas e chocando os próprios seios nos seios da outra pra ver quem mais agüenta. Duas outras se dando tapas à meia-força entre as coxas uma da outra, as duas mal-protegidas por jeans. Um mundo pouco conhecido mas existente.

 

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Ano 1988 nos seus comecinhos, Instituto de Educação de Juiz de Fora. Pareça-que-incrível para quem não conheça, essas coisas existiam e eram coisas de menina, ou quase. Hormônios estourando em todas nós, jovens seios estufando as blusas brancas aumentando a centimetragem de bicos e obrigando ao uso desses ridículos pedaços de incômodo portátil chamado sutiã.

 

Éramos amigas e brincalhonas, misturávamos nomes e apelidos: Lilica, Soraia, Mari, Anica (era eu), Tetê e dúzia-meia mais. Todo tipo de brincadeira, meio de menina meio de moça. Gostávamos de ficar trancadas no quarto de alguma a papear de calcinha e sutiã. E alguma mais ousada sempre desfazia o fecho do sutiã, os bicos escurões ou rosa-clarinho sem cair nem meio centímetro com a tirada do sustento, seio-de-menina.

 

Nunca era a mais ousada. Também não era a campeã de timidez. Sempre que uma amiga mostrava os seios, esperava uma segunda, e então era a vez dos meus pegarem um ventinho.

 

Sempre dávamos uma olhadela-dela nos da outra. Eu dava, sabia que outras davam mas calava total. Todo mundo olhava e calava.

 

Às vezes a tensão era tão grande que surgia a idéia da lutinha. Briga-de-peito, como a gente chamava. A idéia era bater com os próprios nos seios da adversária. Mas já naquela época desconfiava que a idéia era encostar nos peitinhos da amiga.

 

(continua)

Gata da vez – Nádia Lippi

11 Maio 2008 por analudwig

Gata

Queridas e queridos!!!

11 Maio 2008 por analudwig

Esta é uma nova forma de acompanhar seus contos da semana.

Forma mais interativa.

Comecemos por enquete:

Qual deve ser o tema dos contos desta semana (12 a 16 de maio)?

a) lutas eróticas entre garotas;

b) cenas de sexo grupal;

c) maridos vendo suas mulheres amar outros homens.

prmeiro capítulo na terça, 13. Aguardo suas respostas nesta segunda.

Para começar bem o blogiue e a semana, uma gata.

beijos, AB